A morte de James Dean ainda choca muitos fãs. Foi em setembro de 1955, quando um dos maiores astros do cinema morreu em um acidente de carro. Neste domingo, 8 de fevereiro, ele completaria 95 anos.
Mesmo com apenas oito longas no currículo, Dean deixou uma boa fortuna, ao mesmo tempo, não chegou a fazer um testamento.
Então, o que aconteceu com o dinheiro de James Dean após sua morte? A resposta é tão curiosa quanto a própria lenda do astro. Jovem, no auge e longe de pensar em herança, ele partiu sem organizar juridicamente seu patrimônio.
Entre seus poucos trabalhos, ele recebeu crédito oficial em só três deles: 'Vidas Amargas' (East of Eden) e 'Rebelde Sem Causa' (Rebel Without a Cause), lançados em 1955, e 'Assim Caminha a Humanidade' (Giant), que estreou meses após sua morte.
O impacto financeiro foi imediato e duradouro. 'Assim Caminha a Humanidade', drama épico estrelado também por Elizabeth Taylor, arrecadou US$ 39 milhões na época, algo que equivale a cerca de US$ 360 milhões hoje quando ajustado pela inflação.
Só o licenciamento para a televisão rendeu quase metade desse valor. E aqui está o detalhe crucial: pouco antes de morrer, James Dean assinou um contrato que lhe garantia 1% de todos os lucros do filme. Um acordo aparentemente modesto, mas que se transformaria em uma mina de ouro ao longo das décadas.
Quando morreu, Dean deixou um patrimônio estimado em US$ 100 mil, valor relativamente pequeno para os padrões atuais. Pela lei da Califórnia, seus bens foram automaticamente destinados ao parente vivo mais próximo: seu pai.
A decisão causou estranhamento entre pessoas próximas ao ator, já que Dean havia sido criado pela tia e pelo tio após a morte da mãe, quando tinha apenas 9 anos. Muitos acreditam que, se tivesse feito um testamento, ele provavelmente deixaria tudo para eles — mas a lei falou mais alto.
Mesmo distante emocionalmente do filho, o pai de James Dean foi pragmático. Criou o James Dean Foundation Trust, uma entidade voltada a administrar e explorar comercialmente a imagem do ator.
Em 2021, o fundo já arrecadava cerca de US$ 5 milhões por ano, apenas com licenciamento de imagem, produtos, campanhas publicitárias e direitos autorais.
E a história fica ainda mais impressionante: a família detém integralmente os direitos de imagem de James Dean e já autorizou o uso de computação gráfica para “ressuscitá-lo” digitalmente, como no controverso projeto do filme 'Finding Jack'. Ou seja, mesmo morto há quase 70 anos, James Dean continua estrelando e faturando.